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Por que fazer exames de ultrassonografia durante o pré-natal?

A ultrassonografia obstétrica fornece informações sobre a gravidez que são importantes para proporcionar um ótimo atendimento pré-natal, entre elas: definição precisa da idade gestacional, número de fetos, atividade cardíaca, localização placentária e diagnóstico das principais anomalias fetais. O exame ultrassonográfico também melhora a detecção de distúrbios do crescimento fetal e anormalidades no volume de líquido amniótico.

Importância do ultrassom no 1º trimestre

Na fase inicial do 1º trimestre (5 a 11 semanas) é possível identificar a localização do saco gestacional para saber se a gravidez é tópica ou ectópica, o número de embriões, nos casos de gravidez múltiplas, os anexos embrionários, batimentos cardíacos do bebê e calcular com precisão a idade dessa gravidez, o que ajuda os obstetras e pais a definirem a data do nascimento. Também deve ser feita a avaliação do útero e anexos quando clinicamente apropriados.

O período entre 11 a 14 semanas de gestação é útil na avaliação anatômica do feto, que inclui exame do crânio, medida da espessura da Translucência Nucal (acúmulo de líquido na região da nuca do feto), face (osso nasal), coluna, tórax, coração, abdómen, bexiga, rins, parede abdominal, cordão umbilical e exame dos membros superiores e inferiores.

A medida da Translucência Nucal é importante para identificar os bebês com maior risco de doenças cromossômicas como, por exemplo, a Síndrome de Down, a Síndrome de Edwards e Patau, podendo ou não ser associada à avaliação do Doppler de Ducto Venoso que auxilia também a suspeitar de defeitos cardíacos congênitos.

Atualmente, o exame realizado nesse período associado ao Doppler das artérias uterinas também pode ser utilizado para identificar as grávidas de alto risco para desenvolverem a pré-eclâmpsia (aumento da pressão arterial na gestação) e a restrição de crescimento fetal.

Importância do ultrassom no 2º trimestre

Especificamente no segundo trimestre da gestação toda grávida deve realizar o Ultrassom Morfológico. Este exame pode ser feito entre 18 a 24 semanas para o estudo detalhado da anatomia fetal. Existem muitos aspectos da gestação que podem ser avaliados durante a realização desse ultrassom, principalmente alguns problemas na formação do bebê possíveis de correção ainda na barriga da mãe por meio da cirurgia fetal. Também analisa o líquido amniótico, inserção placentária do cordão umbilical e crescimento fetal.

Outro exame ultrassonográfico importante no 2° trimestre é a ultrassonografia transvaginal do colo uterino para identificar grávidas com colo curto e alto risco para parto prematuro, possibilitando a intervenção médica na tentativa de preveni-lo.

Importância do ultrassom no 3º trimestre

A ultrassonografia de 3° trimestre tem por objetivo avaliar a atividade cardíaca fetal, apresentação fetal, avaliação do volume de líquido amniótico, aparência e localização da placenta, cordão umbilical, biometria fetal (medidas do crânio, comprimento femoral e circunferência abdominal) para estimar o peso, crescimento fetal e a idade gestacional.

Quantas ultrassonografias são feitas durante a gestação?

O exame ultrassonográfico é recomendado para todas as pacientes grávidas (ACOG) e específico para cada trimestre. Mais de um exame por trimestre pode ser indicado nas gestantes com fatores de risco para resultados adversos da gravidez. Os exames de rastreamento de cromossomopatia são realizados principalmente no 1º trimestre. O exame para estudo da anatomia fetal e detecção de alterações da formação física do feto é realizado no segundo trimestre.

A ultrassonografia com Doppler também pode ser necessária, principalmente em gestantes de risco. Tem por objetivo analisar o fluxo sanguíneo e é particularmente útil na avaliação do estado funcional do sistema cardiovascular fetal, fluxo sanguíneo fetoplacentário, uteroplacentário e tumores pélvicos.

O ultrassom detecta com precisão a idade do feto?

A idade da gestação pode ser estimada pela data da última menstruação e ou ultrassonografia. Para a maioria das gestações, a melhor estimativa da data de parto é baseada na ultrassonografia, se o exame for realizado antes das 22° semanas de gestação.

O comprimento da cabeça-nádega fetal (CRL) medido por ultrassom no primeiro trimestre é o método ultrassonográfico mais preciso para determinar a data provável do parto. Isto porque, nesta fase, há menos variações biológicas nas medições fetais comparadas ao final da gestação.

Qual a utilidade do ultrassom 3D/4D em obstetrícia e ginecologia?

O exame ultrassonografia tridimensional (3D) fetal pode demonstrar melhor anormalidades detectadas previamente pela ultrassonografia convencional, especialmente anormalidades faciais e defeitos da coluna (tubo neural).

O exame em quatro dimensões (4D HDLive®), refere-se a imagens 3D visualizadas em tempo real. Ele tem sido usado para estudar o coração, o movimento fetal e os estados comportamentais fetais. A tecnologia HDLive® proporciona realismo único ao exame 4D.

Na ginecologia, algumas imagens (corte coronal) do útero só podem ser obtidas com ultrassonografia 3D, mas não com a convencional, melhorando a visualização do útero, especialmente da cavidade uterina. Isso aumenta a capacidade do exame ultrassonográfico para o diagnóstico de malformações uterinas, além de identificar com precisão o posicionamento de um dispositivo intrauterino (DIU).

Quando a cirurgia do feto intraútero é o tratamento? O exame ultrassonográfico detecta na gravidez os bebês que precisam fazer?

Atualmente a cirurgia fetal tem por objetivo não só salvar a vida do feto, mas, pelo menos, evitar danos permanentes. Esses benefícios podem ser obtidos tanto pela correção anatômica da malformação quanto pelo impedimento da progressão da doença, deixando a reparação definitiva para o período pós-natal.

De acordo com a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, entre as indicações clínicas para tratamento intraútero com excelentes resultados, as principais são: Síndrome de Transfusão Feto-Fetal (TTS); Mielomeningocele; Obstrução do trato urinário inferior e Hérnia Diafragmática Congênita.

O diagnóstico destas alterações é realizado durante a ultrassonografia de rotina e ou morfológica principalmente na primeira metade da gestação.

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