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Conhecendo a Restrição de Crescimento intrauterino

A Restrição de Crescimento Fetal (RCF) ocorre devido a fatores genéticos ou ambientais e refere-se ao feto que não consegue manter o potencial de crescimento adequado na gestação. Mas devemos ter atenção a esse diagnóstico na intenção de identificar e diferenciar os fetos verdadeiramente restritos de outros constitucionalmente pequenos, já que o desfecho pós-natal é diferente.

Até 70% dos fetos com peso abaixo do percentil ideal para a idade gestacional são pequenos simplesmente devido a fatores constitucionais como sexo, etnia materna, índice de massa corporal e não apresentam alto risco de complicações perinatais. Existe uma possibilidade real de classificar erroneamente esses fetos normalmente nutridos, saudáveis, mas constitucionalmente pequenos, como Restrição de Crescimento Patológico (Obstet Gynecol 2013, ACOG).

Os fetos com RCF são diagnosticados no período pré-natal pela avaliação ultrassonográfica. O exame clínico materno isolado não é adequado em gestações de alto risco (pré-eclâmpsia, gestante com lúpus eritematoso e hipertensão) para detectar RCF. Os fatores de risco presentes no exame físico materno que devem levar ao exame ultrassonográfico incluem: altura do fundo uterino abaixo do normal para a idade gestacional, crescimento fetal abaixo do normal em um ultrassom anterior, história de nascimento anterior de um bebê pequeno para a idade gestacional e ganho de peso materno ruim.

Quando o exame ultrassonográfico sugere um diagnóstico de RCF, é indicada uma avaliação mais ampla, incluindo o exame Doppler, para procurar distúrbios maternos, placentários ou fetais associados a um crescimento fetal prejudicado. Essa avaliação ajuda a diferenciar o feto com crescimento debilitado do feto constitucionalmente pequeno e orientar o seguimento da gravidez. A combinação de um peso fetal estimado menor que o percentil ideal para a idade gestacional e dopplervelocimetria anormal da artéria umbilical é altamente significativo de RCF e nestes casos a gravidez requer um acompanhamento todo especial e mais intensivo (Ultrasound Obstet Gynecol, 2015).

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